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O Home Office chegou, e vai ficar

Com o crescimento e a consolidação do modelo de trabalho remoto, é hora de discutir como a gestão deve mudar para se adaptar ao distanciamento

04/06/2020 às 15h10

Shutterstock

A adoção do home office já vinha crescendo como tendência em todo o mundo, com muitas empresas fazendo uso do modelo ao menos de forma parcial. Em 2018, a pesquisa Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2012 – 2018, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apontava um forte aumento da prática do home office no Brasil.

Segundo o estudo, entre 2016 e 2017, o número de trabalhadores cujo local de trabalho era o domicílio havia aumentado 16,2%. Entre 2017 e 2018, esse percentual foi ainda maior, chegando a 21,1%. A pandemia de Covid-19 e seu impacto nas formas de trabalho acabaram por acelerar essa tendência. Pressionados pela necessidade de isolamento social, fomos todos levados a adotar o home office.

Uma outra pesquisa, esta realizada pela Betania Tanure Associados (BTA), mostra que quase metade das empresas ouvidas aderiu ao home office como resposta direta à pandemia de Covid-19. A prática foi implementada para cerca de 60% do quadro de colaboradores e 43% das empresas afirmaram possuir uma política para o trabalho remoto há mais de um ano.

Já com mais de dois meses de isolamento, o que se pode perceber é que muitos dos novos hábitos que estamos criando com o uso do home office virão para ficar, fruto deste novo comportamento e, principalmente, da revisão das reais necessidades de se manter determinados processos e estruturas que muitas empresas estão fazendo. E o estudo realizado pela BTA confirma isso ao indicar que o cenário atual deve ajudar as organizações a tornar a relação das lideranças com os colaboradores mais madura e sólida, principalmente quando falamos em estilo de trabalho, expectativa de resultados e estabelecimento de metas.

Se por um lado as empresas estão acelerando a adoção do home office, de outro os colaboradores estão abraçando o modelo e, mais que isso, pretendem pedir às suas organizações que ele se torne permanente. Um estudo recente da Fundação Dom Cabral e da consultoria Grant Thornton aponta que 54% dos profissionais ouvidos pretendem pedir à gestão de suas empresas que o modelo de trabalho remoto seja mantido depois da pandemia.

E os argumentos para isso são fortes: 40% deles sente que sua produtividade, em casa, é similar a apresentada no escritório e 50% avalia que o espaço do home office, assim como as ferramentas disponíveis, são suficientes para executar bem suas tarefas. Este novo contexto também parece ter melhorado a comunicação entre os profissionais: 53% deles disseram que, durante a pandemia, têm se envolvido mais em grupos de comunicação interna da companhia, tais como mensagens, chats, redes sociais e chamadas.

Pontos de atenção

Este caminho para uma nova realidade, com uso intensivo do trabalho remoto, precisa ser acompanhado de algumas mudanças. Por exemplo, ainda de acordo com a Fundação Dom Cabral, 15% dos profissionais acreditam que seu desempenho foi prejudicado diretamente por limites impostos pela falta de infraestrutura e de ferramentas tecnológicas adequadas.

Do lado da cultura corporativa, 20% dos ouvidos na pesquisa da Fundação Dom Cabral demonstraram preocupação a respeito de como serão avaliados remotamente por seus chefes diretos. A relação com os chefes certamente é uma preocupação, tanto que só um terço dos profissionais ouvidos reconheceram que seus gestores ou líderes são eficazes em ajudá-los remotamente.

Isso deixa claro que a mudança virá, mas terá que passar por um processo de gestão de mudanças que dê conta da adequação da cultura das empresas ao home office. Não se trata apenas de garantir conectividade aos colaboradores, mas também de estabelecer novas formas de liderar, de comunicar e de avaliar as equipes. O caminho é longo, mas já demos os primeiros passos e certamente a Oi Soluções pode ajudar você e sua empresa nesta jornada.

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