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O papel dos serviços gerenciados na infraestrutura das grandes empresas

Pesquisa da IDC aponta que aceleração das jornadas de transformação digital torna ainda mais relevantes as ofertas de serviços. Neste momento, é fundamental saber escolher bem seu fornecedor.

12/08/2020 às 10h00

Uma pesquisa realizada pela IDC Brasil em maio deste ano – já em meio à pandemia de Covid-19 -, aponta que os serviços gerenciados devem ganhar relevância no período pós-pandemia. Forçadas a acelerar suas jornadas de transformação digital, e envoltas em ambientes cada dia mais complexos, as empresas terão que contar com estes serviços para continuar inovando. 

Para chegar a esta conclusão, o estudo faz um comparativo entre a previsão de crescimento do setor antes da pandemia e as projeções otimistas e prováveis em um cenário pós-pandemia. Ao contrário de outros setores, como software e hardware, que viram suas previsões de crescimento caírem, o serviços gerenciados, que tinham previsão de crescimento de 3,6% este ano, tendem a manter esse percentual em um cenário provável ou, numa visão mais otimista, chegar a 7,5% de crescimento em 2020. 

Para o gerente de pesquisa para o setor de TIC e Telecom da IDC, Luciano Saboia, isso se dá por causa da complexidade de seus ambientes e da necessidade, cada dia maior, das equipes de TI dedicarem-se mais à inovação e menos ao gerenciamento de seus ambientes. A pesquisa comprova isso ao analisar as ações nas quais os CIOs estão se concentrando nesse momento. 

Em maio, as principais preocupações dos executivos de TI eram empregar um modelo de trabalho dinâmico e reconfigurável (62,8%) e conectar organizações e indivíduos perfeitamente, independentemente de sua localização, situação ou contexto (52,4%). Logo após vem garantir a resiliência da infraestrutura digital (40%). “Aqui se percebe um movimento em direção à construção de uma TI flexível adaptável aos desafios do negócio ou da economia”, diz Saboia.  

Pensando no futuro, estes CIOs identificaram também que áreas serão alteradas permanentemente pelo atual contexto, destacando novos modelos operacionais que precisarão ser acionados digitalmente, levando em conta a automação e soluções sem contato (66%); a adição ou expansão do home office na política de RH da companhia (66%); o modelo de engajamento do cliente utilizando canais digitais e de autoatendimento (62%) e a diversificação da cadeia de suprimentos (56%).  

“O que vemos aqui é que há um impacto tecnológico sobre a operação dos negócios, com crescimento da colaboração e dispersão dos funcionários. Os líderes de TI já percebem a necessidade de criar um ecossistema capitaneado por tecnologia, para conectar colaboradores, clientes, operação do negócio e fornecedores”, analisa. 

Isso tudo virá logo após a recuperação da paralização causada pela pandemia, quando deve começar a jornada de recuperação. Segundo Saboia, por enquanto a maioria das empresas está concentrada na resiliência operacional, mas em breve devem iniciar seus processos de recuperação e aceleração.  

Quando este movimento começar – e o estudo indica que 24% das empresas já começam a pensar nisso – haverá uma demanda enorme por serviços gerenciados. “Os ambientes são bastante complexos: há necessidade de rede, de múltiplas conectividades, de arquitetura de workloads distribuídos e uma grande preocupação com segurança. Com tudo isso, os serviços gerenciados ganham relevância”, afirma. 

O fato é que, no cenário que se desenha pós-pandemia, com a economia e os processos de negócios muito mais digitalizados, as áreas de TI terão que se preocupar com outras situações que desafiem a economia e os negócios. “Estas empresas terão que adaptar-se rapidamente, ao invés de ficar gerenciando infraestrutura, cabendo à TI o papel de acelerar a inovação no pós-Covid”, explica Saboia. 

E isso em ambientes ainda pouco explorados por fornecedores. A pesquisa da IDC aponta que, globalmente, apenas 4% das empresas estão em um estágio pleno de gerenciamento de serviços de TI, com produtividade gerenciada, plataforma única de gestão, provisionamento etc. “Então há muitas oportunidades e o papel dos serviços gerenciados é potencializar essa utilização da tecnologia, liberando as áreas de TI para cuidar daquilo que é mais influenciador e enabler dos negócios”, diz. 

Mas há um obstáculo a ser superado. De acordo com o analista, o estudo apontou que 77% dos CIOs responderam que o principal inibidor para a contratação de serviços gerenciados é a confiança no prestador de serviço. Para isso, a conclusão do estudo aponta algumas considerações que devem ser feitas no momento da escolha, tais como: 

  • Digitalização, novos canais de relacionamento, movimento de workloads de on-premise para cloud, terceirização e o uso de novos modelos de negócios (CAPEX para OPEX), elevam a necessidade de gerenciamento; 
  • A nova realidade de execução do trabalho, com end-points em ambientes distribuídos, fora do domínio do gestor de TI, causa uma preocupação adicional com segurança;  
  • Os aspectos da gestão de custos, continuidade do negócio, integridade e vazamento de dados pressionam as áreas de TI por governança.  
  • A escolha do parceiro de tecnologia para um ambiente cada vez mais complexo, adaptável e terceirizado exigirá capacitação técnica e robustez no fornecimento de serviços. 

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