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Vivendo em um mundo cada vez mais orientado por dados

Estudo da IDC comprova que empresas estão ampliando a busca por conhecer melhor o perfil de seus clientes e apostando na tecnologia para isso

13/01/2021 às 10h03

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A IDC divulgou recentemente um estudo em que avalia o uso de Analytics pelas empresas brasileiras antes e durante a pandemia. A pesquisa também traça um cenário pós pandemia, deixando claro que o mercado corporativo deve ampliar suas apostas no uso da tecnologia para conhecer o cliente e suas necessidades de forma acurada.

De acordo com o gerente de pesquisa e consultoria da IDC Brasil, Luciano Saboia, um grande indicativo desse foco é o crescimento do Analytics como prioridade para as empresas, que saltou de 37% em 2018 para 46% em 2020. Este crescimento indica que alcançar a satisfação do cliente será um dos principais critérios para a escolha de soluções de tecnologia. “Aqui entra a necessidade de conhecer o perfil do cliente e suas necessidades e o Data Analytics é o parâmetro mais importante dessas habilidades que serão recriadas e reconstruídas na primeira onda de recuperação pós-Covid”, afirma.

Além do conhecimento do cliente, as empresas devem manter o mantra da redução de custos e do aumento da produtividade. Juntos, os três objetivos colocam a TI no centro das estratégias de negócios, mas não mais no modelo tradicional. Esta nova TI é mais flexível, não apenas do ponto de vista de operação, mas principalmente em relação à possibilidade de custos.

Neste contexto, Saboia acredita que daqui para a frente as prioridades de negócios estarão muito ligadas ao uso de dados para se alcançar estes objetivos. “Quando perguntamos ao mercado sobre as prioridades estratégicas de TI, temos uma mudança de parâmetro nas respostas. Em 2020, a segurança está em primeiro lugar com quase 60%. Com quase 46%, temos Analytics, BI, Machine Learning, contra 37% lá em 2018. Estas tecnologias estão ganhando muito mais relevância na agenda do CIO e já fazem parte das estratégias de TI das empresas brasileiras”, revela.

Mais uma vez, ele reforça que o mercado sairá transformado do atual momento, o que impacta também o modo como a tecnologia será consumida, mesmo que com os mesmos orçamentos. A pesquisa da IDC pediu que as empresas indicassem como devem comprar tecnologia nos próximos meses e 32% afirmaram que buscarão agressivamente a tecnologia emergente para criar vantagem, mesmo que isso signifique falhar e recomeçar. Sobre a mesma pergunta, 30% dos entrevistados disseram que serão líderes e pioneiros na adoção de novas tecnologias, estando dispostos a correr alguns riscos. “Quando olhamos para este bloco de empresas, que estão dispostas a inovar em busca de tecnologias emergentes, certamente temos o data driven como componente dessas soluções”, diz.

Tanto é assim que o item “satisfação do cliente” surge na pesquisa como o principal critério de compra de tecnologia. Para Saboia, isso significa que estas empresas estão preocupadas em conhecê-lo bem, compreender suas necessidades e saber o que ele deseja para entregar o que ele precisa.

Outro indicativo dos negócios orientados a dados está na expectativa de implantação de Analytics. Em dezembro de 2019, a IDC identificou 49% das empresas com planos de investir em Analytics nos próximos 12 a 24 meses. Em maio deste ano, esse percentual subiu para 59%. O mesmo aconteceu com Robotics e Automation, com crescimento de 25% para 32%. “De novo, as empresas estão vendo a tecnologia não apenas como uma maneira de continuar atendendo o mercado nesse momento crítico, mas também como uma maneira de recuperar investimentos e margem, mantendo a operação com eficiência”, afirma, lembrando que a tendência deve se manter no pós pandemia.

Ao grupo de empresas com mais intenção de investir em Analytics, a pesquisa perguntou qual seria o impacto desse investimento no orçamento de 2020 em relação ao planejado. Quando se fala em Inteligência Artificial, 62% delas vão ampliar ou manter o orçamento planejado para 2020 e 54% devem ampliar ou manter o planejado para Robotics e Automation, indicando uma clara predisposição do mercado para continuar investindo.

Essa intenção de investir está diretamente relacionada às habilidades de TI que as empresas pesquisadas consideram que devem criar, reconstruir ou construir quando começar a primeira onda de recuperação econômica: 42% das empresas ouvidas indicaram que Data Analytics será a habilidade de TI mais importante quando esse momento chegar. “Está claro que os dados passam a ter uma identidade e um peso importante para o futuro dos negócios e que a área de TI ganha importância como enabler da entrega de informações mais precisas”, analisa Saboia, lembrando que Inteligência Artificial aparece com 30%

O executivo afirma que, para enfrentar  a crise trazida pela pandemia, as empresas estão buscando acelerar a inovação por meio de soluções de TI que gerem agilidade, eficiência e diferencial competitivo. Isso significa que elas investirão na formação de habilidades para lidar com essas novas tecnologias e o uso de dados é decisivo diante de um cenário de competição. “Esse skill set será muito  importante para se passar rapidamente da retomada para uma fase de recuperação, e as capacidades de IA, antes vistas apenas no contexto de automação de relacionamento com o cliente, passam a permear diversos casos de uso, aumentando requisitos de segurança, proteção e usos de dados’, prevê.